DEPUTADO PARTICIPA DE AUDIÊNCIA PARA DISCUTIR AGILIDADE NO TRATAMENTO DE CÂNCER NO ESTADO

O deputado estadual Luiz Carlos Gondim Teixeira (PTB) participou nesta quarta-feira (28) da audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para discutir a lei do “vaga zero” na rede pública de saúde, que acaba com as filas de espera para tratamento de pacientes com câncer.
Durante o evento, os participantes também discutiram mecanismos que possam garantir recursos extrateto para tratamento de pacientes com câncer de mama.
A audiência foi organizada pela União Nacional de Apoio no Combate ao Câncer de Mama (Unaccam), a Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), em conjunto com associações e instituições que lutam contra a doença. Participaram do evento os profissionais da área de saúde, entidades ligadas a causa e todos os interessados no tema.
Anualmente ocorrem no Brasil mais de 600 mil novos casos de cânceres, sendo 59 mil ligados à mama. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) este é o tipo mais comum entre as mulheres no mundo. A taxa no País é de 56,2 casos para cada 100 mil mulheres.
Um dos temas discutidos foi o projeto apresentado pelo deputado Gondim, autor da lei estadual nº 1147, de 2011, que cria a Rede de Atenção Oncológica (“Vaga Zero”), estabelecendo estratégias para o enfrentamento no combate à doença. Ele explicou que essa é uma forma de acabar com a fila de espera para os pacientes, determinando que os procedimentos na rede pública estadual sejam iniciados assim que confirmado o diagnóstico da doença.
“Porém, o problema é que apesar do respaldo da legislação, a falta de agilidade do sistema, faz com que as filas aumentem cada vez. Hoje o tempo médio de espera dos pacientes é de 10 a 12 meses. O atraso no tratamento coloca em risco de vida das pessoas. Existe ainda a necessidade de reivindicar aos governos federal e estadual os investimentos acima do teto para garantir mais agilidade e eficiência”, destacou o parlamentar
Os representantes da SBC informaram que estão tentando mobilizar a sociedade civil organizada em torno da causa.
Segundo levantamentos feitos pela instituição, atualmente a consulta médica é relativamente rápida, mas o exame de mamografia tem um tempo de espera de até seis meses. Situação piora quando o oncologista solicita a realização de uma biópsia para avaliar o problema e poder prescrever o tratamento adequado.
Hoje, esse procedimento demora cerca de 10 meses para ser marcado. Dessa forma, quando a paciente finalmente retorna ao médico com o resultado para iniciar o tratamento, já se passou mais de um ano e o tumor já evoluiu, com risco de ter se transformado em uma metástase.
A Sociedade também defendeu a criação de uma verba extrateto para agilizar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com câncer de mama.

NÚMEROS

O Instituto Nacional de Câncer estima que 600 mil pessoas podem ter câncer este ano. Depois do câncer de pele melanoma, os outros tipos mais frequentes previstos são os de mama (59.700 mulheres) e de próstata ( 68.220 homens). Em seguida na lista dos tipos mais incidentes aparecem cólon e intestino, pulmão, estômago, colo do útero, cavidade oral, sistema nervoso central, leucemias e esôfago.
Dados levantados pela SBC demonstram que Brasil precisaria investir, no mínimo, dez vezes mais nessa área. O câncer é a segunda causa de mortes em todo mundo, e a OMS calcula que subam em 70% os casos da doença nas próximas décadas. Países desenvolvidos aplicam US$ 180 a U$$ 400 per capita/ano para ações de controle da doença.
Segundo a Sociedade Brasileira cerca de 1/3 dos cânceres podem ser evitados. Pesquisas científicas indicam que em cada 10 casos, três estão relacionados ao estilo de vida que as pessoas levam. Hábitos como tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo, obesidade, alto consumo de alimentos processados e exposição excessiva ao sol aumentam as chances de incidência da doença.

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