Frente Parlamentar em apoio às Bandas e Fanfarras do Estado de São Paulo

Na noite do dia 16/06, o deputado Luiz Carlos Gondim (Solidariedade), lançou a Frente Parlamentar em apoio às Bandas e Fanfarras do Estado de São Paulo, Auditório Franco Montoro, na Assembleia Legislativa. A finalidade do evento é de valorizar e prestigiar os profissionais da música, de bandas e fanfarras do estado de São Paulo, expor às agremiações e estimular a prática cultural.

O deputado destacou a contribuição da música para o desenvolvimento integral dos jovens nas suas dimensões afetiva, cognitiva, motora e social. “Ela provoca sentimentos de bem-estar, organiza os movimentos, desenvolve a atenção e a concentração e promove uma melhor interação com a família”. Ele elucidou ainda que “custa um dólar investir em um músico e 20 dólares para recuperar um drogado”. O parlamentar citou a vigência da Lei 7.992/1992, de autoria do ex-deputado Vitor Sapienza, que institui campeonato estadual e até interestaduais de bandas e fanfarras e apelou à sensibilização do governo para esse movimento.

“É nossa obrigação discutir fórmulas de financiamento, repasses de recursos, buscar incentivos, fomentar a economia e divulgar esses eventos. Fazendo com que o Governo invista mais em cultura, esporte e educação. Nós deputados devemos cobrar mais atenção do poder executivo para as escolas e entidades que valorizam as bandas e fanfarras e o ensino musical”, ressaltou Gondim.

O evento contou com presença de maestros, músicos e diversas pessoas e instituições ligadas a bandas e fanfarras.

O presidente da Associação de Bandas e Fanfarras da Baixada Santista (Afaban), Delgado Nunes, disse que espera que o governo enxergue o trabalho realizado pela associação junto às escolas da rede pública para a formação de alunos, que no futuro passam a integrar bandas militares ou orquestras sinfônicas. “Há 40 anos participo de bandas e fanfarras, e conclamo aos presentes que promova um ato na Avenida Paulista para que possam ser ouvidos pelas autoridades e a população”. Segundo Nunes, as cerca de 200 bandas existentes no Estado, formadas geralmente por 80 a 100 integrantes, se apresentam em desfiles militares ou festividades cívicas, tocando com trompetes, saxofones e triângulos, música popular ou erudita.

Outros convidados enalteceram o resultado conseguido pelas bandas e fanfarras junto a alunos que aderem a essa atividade. Diego da Costa Pereira, presidente da Associação Paulista de Bandas e Fanfarras (Ocifaban), enfatizou que a música, como ferramenta pedagógica, é formadora de valores humanos, “aguça a audição e a sensibilidade”. Segundo ele, essa metodologia é largamente utilizada em outros países, “pois transforma a realidade de muitas famílias”. Costa Pereira lembrou a necessidade de reforçar as iniciativas da frente parlamentar, pois falta infraestrutura – ônibus, por exemplo – quando as bandas viajam para participar de campeonatos.

Gilson Rubens Martins, presidente da Associação de Bandas e Fanfarras de Ribeirão Preto, lembrou sua infância pobre e o incentivo que recebeu do pai e de um maestro para integrar uma banda. “Não fosse por eles, não estaria aqui hoje, brigando pelo fortalecimento das bandas e fanfarras”, relatou, justificando que, durante os ensaios, os músicos que estão à frente desse movimento, não raro assumem o papel de pais, administradores e psicólogos, auxiliando meninos e meninas carentes.

O major Elias Batista do Nascimento, comandante do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo, afirmando que a música ajuda na formação do caráter de jovens e adolescentes. Registrou que as 13 bandas de música da PM são formadas atualmente por 181 homens e mulheres, muitos dos quais vindos de bandas e fanfarras de escolas públicas.

O maestro Roberto Farias descartou a ideia que se tem de que a apresentação de bandas e fanfarras tem pouca audiência e não traz retorno. Em sua opinião, as bandas tem um trabalho inestimável: despertam jovens para a música, afastando-os das drogas, por exemplo. “E casas de recolhimento custam mais do que núcleos de formação musical”, argumentou.

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