Deputado Gondim pede informações sobre a instalação de 62 leitos a dependentes químicos para o Alto Tietê

O deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD) encaminhou requerimento a Secretaria de Estado da Saúde para solicitar informações mais detalhadas a respeito dos prazos para a instalação de mais 62 leitos destinados a dependentes químicos no Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, em de Mogi das Cruzes.  Somando as 20 vagas já oferecidas no local, a unidade passará a disponibilizar, ainda este ano, um total de 82 leitos.

O parlamentar, que desde 2010 vem batalhando junto ao Governo do Estado para conseguir ampliar o atendimento aos dependentes químicos, comemorou o anúncio feito pela Secretaria de Saúde, que finalmente atendeu aos apelos feitos por ele para ajudar zs famílias que tem problemas e sofrem com esse drama com filhos usuários de drogas.

“Essa vitória precisa ser comemorada. Há muito tempo estamos lutando para conseguir esse benefício para Mogi e Alto Tietê”, observou o deputado. Ele lembra que foram inúmeros pedidos, várias audiências e muita insistência junto aos órgãos do governo para conseguir esse serviço.  “Mas, apesar da demora, é preciso agradecer o governador Geraldo Alckmin e o secretário David Uip por atender o nosso pedido”, reforçou.

A informação sobre a ampliação do número de leitos foi divulgada na semana passada pela própria Secretaria de Estado da Saúde, que decidiu ampliar o atendimento para atender a crescente demanda no Alto Tietê pelo tratamento a usuários de drogas, especialmente crack.

A Secretaria  informou que  os novos leitos serão instalados ainda neste ano, mas não divulgou a data certa. Além desta informação, o deputado também quer saber qual será a proporção de vagas para homens e mulheres, saber qual a destinação. Ele acha importante assegurar que a maioria dos leitos sejam destinados apenas a pacientes do Alto Tietê.

Cabe ressaltar também que para ampliar o atendimento, o deputado Gondim também conseguiu aprovar um projeto de lei na Assembleia Legislativa no ano passado, que autoriza o Governo do Estado a fazer parcerias com as igrejas, associações e entidades que oferecem tratamento para recuperar os dependentes e ajudar a recuperar essas pessoas que precisam de assistência.

O Governo esclarece ainda que já conseguiu aumentar em seis vezes o número de leitos para tratamento de dependentes químicos em todo o Estado, por meio do Programa Recomeço, saltando de 500, em 2011, para 3,3 mil atualmente, em serviços próprios ou conveniados. Todos são custeados integralmente pelo tesouro estadual.

A internação de dependentes químicos, segundo a Secretaria,  só é indicada para casos mais graves. Os demais, segundo diretriz do Ministério da Saúde, devem ser acompanhados ambulatorialmente nos Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps-AD), mantidos pelas prefeituras.  Mogi conta com uma dessas unidades e busca recursos para implantar mais uma na Vila São Francisco.

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